Category Archives: Contabilidade em Foco

Contabilidade em foco: Pelo túnel do tempo – Parte V

Bom dia contabilistas! Preparados para conhecer a última parte desta bela história da Contabilidade? Que tal sermos apresentados a uma das últimas das escolas contábeis e conhecer um pouco dessa ciência em nosso país, o Brasil? Estamos chegando ao fim de uma viagem que mudou muito o jeito de tratarmos nossos bens, posses e controles financeiros. E agora vejamos como é fazer Contabilidade hoje.

Antes de apresentarmos a escola norte-americana, devemos primeiramente entender o contexto no qual ela foi criada. Estamos no início do século XX, no período pós I Guerra Mundial, e os EUA vivem uma época de prosperidade. O consumo acelerado e o relapso da administração industrial conduziram o país a uma violenta crise em 1929, conhecida como Quebra da Bolsa de Nova York. Em relação a Contabilidade, o que aconteceu?

Simples: com o intuito de fazer com que investidores comprassem ações de suas empresas, empresários falsificavam documentos, supervalorizando os ativos. Como não existiam auditorias para verificar as planilhas e dados contábeis, existia essa falsa impressão de que a empresa era lucrativa. Com investimentos baseados em dados falsos, não demorou muito para chegarmos à quebra da bolsa.

Foi então que surgiu a escola norte-americana. Vendo o conglomerado de empresas necessitando de maior controle, e de análise de dados que pudessem ser compreendidos por todos, esta escola surge propondo uma ciência prática. Ao contrário das demais escolas, que estudavam o patrimônio para então fazer relatórios, a escola norte-americana faz o processo inverso: primeiramente relata todos os dados, e depois disso analisa a situação. Isso facilita a Contabilidade, tornando-a mais compreensível e prática. Ela, finalmente, tem uma função totalmente de gestão de empresas, e não somente uma ciência a ser estudada.

Com o surgimento da escola norte-americana, a Contabilidade se espalhou rapidamente pelo mundo. No Brasil, já tínhamos uma estrutura contábil desde 1808, com a vinda da Família Real ao país. Porém, foi apenas no século XX, coincidindo com os surtos e os desenvolvimentos industriais que houve no país, que tivemos um grande crescimento desta ciência. O Prof. Dr. Francisco D’Auria, por exemplo, era grande defensor do método patrimonialista, e lecionou em grandes universidades como FEA/USP.

E eis que termina nossa jornada para conhecer um pouco da Contabilidade. Semana que vem, falaremos sobre um assunto importante para este tipo de estudo: os ativos!

Enquanto isso, para conhecer as diferenças entre as técnicas antigas e as atuais, é muito simples: basta se matricular no curso de Técnico em Contabilidade do Instituto Monitor. Pelo site http://www.institutomonitor.com.br/curso-tecnico-de-contabilidade-online.aspx, você poderá efetuar sua matrícula, e o mundo da Contabilidade estará a seu alcance.

Até semana que vem!

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Contabilidade em foco: Pelo túnel do tempo – parte IV

Bom dia contabilistas! Prontos para conhecer a penúltima parte de nossa história? Vamos nos aprofundar nas escolas que até hoje influenciam o estudo da Contabilidade, e nos aventurar pelo período que mais marcou esta área de atuação profissional: o Período Científico.

O nome “Científico” já indica que, nesta fase, os estudos sobre Contabilidade se aprofundaram e muitas teses foram levantadas. É um período pouco preocupado com a prática cotidiana, e muito mais voltado para a formulação de teorias e métodos que pudessem resolver os principais questionamentos. Porém, mesmo não sendo voltado para as tarefas cotidianas, é um período muito importante para nós, porque estipulou muito dos fundamentos que utilizamos até hoje.

Este período começa no século XVII, com as publicações de Francesco Villa, escritor italiano natural de Milão. Seu livro “La Contabilità Applicatta alle administrazioni Private e Plubbliche” (A Contabilidade Aplicada à Administração Privada e Pública) abriu portas para três tipos de escolas contábeis: Lombarda (chefiada pelo próprio Villa); Toscana, chefiada por Giusepe Cerboni; e Veneziana, por Fábio Bésta.

O principal destaque da escola Lombarda foi afirmar que a Contabilidade era uma habilidade a se adquirir, ou seja, deveria ser estudada e analisada. Para ele, a Contabilidade implicava conhecer a natureza, os detalhes, as normas, as leis e as práticas que regem a matéria administrada, ou seja, o patrimônio. Era o pensamento patrimonialista.

Seu pupilo, Fábio Bésta, fez da escola Veneziana algo maior. Demonstrou o elemento fundamental da conta, o valor, e chegou muito perto de definir patrimônio como objeto da Contabilidade. Vicenzo Mazi, ao estudar Bésta em 1923, foi quem comprovou que o patrimônio era o objeto a ser estudado. Mais do que isso: era o elemento fundamental da equação aziendalista (principal fórmula usada pelas escolas italianas). Isso chamou a atenção para o fato de que a Contabilidade é muito mais do que mero registro; é um instrumento básico de gestão.

Então, podemos ver que muito se dedicou atenção para estudar e definir o que é Contabilidade, o que se estuda, como se estuda. Mas, como já dito, pouco foi feito para aplicar essa teoria à prática. E apesar dos italianos serem os pais das Ciências Contábeis, quem de fato consolidou esta área foram os norte-americanos.

Mas semana que vem veremos mais disso: a escola norte-americana e a Contabilidade atual.

Contabilidade e Instituto Monitor

Para saber mais dessa história, e conhecer as diferenças entre as técnicas antigas e as atuais, é muito simples: basta se matricular no curso de Técnico em Contabilidade do Instituto Monitor. Pelo site http://www.institutomonitor.com.br/curso-tecnico-de-contabilidade-online.aspx, você poderá efetuar sua matrícula, e o mundo da Contabilidade estará a seu alcance.

Até semana que vem!

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Contabilidade em foco: Pelo túnel do tempo – parte III

Vimos durante as duas últimas semanas um pouco de como a ciência contábil surgiu e como ela foi se desenvolvendo no mundo. Vimos como ela foi um importante instrumento durante a Antiguidade, chegando a aparecer em citações de livros como a Bíblia. Também vimos como a Idade Média transformou esta ciência, e ficou restrita a alguns recantos da Europa, onde o comércio pode se desenvolver sem problemas – caso da região italiana, por exemplo.

Mas agora que vimos que o comércio está renascendo na Europa como um todo, e o mundo se encaminha para a Idade Moderna, vamos ver como a Contabilidade começa a tomar a forma com a qual conhecemos hoje?

A Idade Moderna e o período Pré-científico

Para entendermos a evolução da Contabilidade neste período, devemos compreender primeiramente o que aconteceu com a Europa no fim do século XV.  Tivemos:

- em 1453, a tomada de Constantinopla pelos turcos, obrigando os grandes sábios bizantinos a fugirem para a Itália;

- em 1492, a descoberta da América por Cristóvão Colombo, com a subsequente descoberta do Brasil em 1500;

- em 1517, começam as reformas religiosas, e muitos europeus fogem para a América, em busca de novas condições de vida.

Nesta época, temos uma enorme quantidade de riquezas circulando por toda a Europa, proporcionada pela exploração dos minérios na América Espanhola e dos produtos agrícolas (cana de açúcar e pau brasil) das terras tupiniquins. Vemos então a grande necessidade não só do registro e controle dessas riquezas, mas de criar técnicas mais complexas e avançadas que dessem conta de tamanho contingente de dinheiro que estava entrando e saindo.

Neste tempo, empréstimos começaram a ser comuns. Os investimentos em dinheiro determinaram o desenvolvimento de escritas especiais que refletissem os interesses dos credores e investidores e, ao mesmo tempo, fossem úteis aos comerciantes, em suas relações com os consumidores e os empregados.

É quando surge o Frei Luca Pacioli, italiano da Toscana e contemporâneo de Leonardo da Vinci, e que oficializa uma prática bastante comum na região, o Método das Partidas Dobradas. Também escreveu a “Summa de Aritmética, Geometria, Proportioni et Proporcionalitá”. Este tratado traz , inicialmente, o necessário ao bom comerciante. A seguir conceitua o que é inventário e como fazê-lo. Discorria sobre livros mercantis: memorial, diário e razão, e sobre a autenticação deles; sobre registros de operações: aquisições, permutas, sociedades, etc.; sobre contas em geral: como abrir e como encerrar; contas de armazenamento; lucros e perdas, que na época, eram “Pro” e “Dano”; sobre correções de erros; sobre arquivamento de contas e documentos, etc.

Graças a estas evoluções, tivemos na Itália o primeiro movimento de reconhecimento da Contabilidade como ciência, que deveria ser aprendida e praticada por quem fosse treinado e preparado para isso. O governo passou a reconhecer somente os contadores que tinham formação específica para isso. Com o advento das universidades, entramos no penúltimo período da história da Contabilidade: o período científico.

Mas falaremos mais disso na semana que vem.

Contabilidade e Instituto Monitor

Para saber mais dessa história, e conhecer as diferenças entre as técnicas antigas e as atuais, é muito simples: basta se matricular no curso de Técnico em Contabilidade do Instituto Monitor. Pelo site http://www.institutomonitor.com.br/curso-tecnico-de-contabilidade-online.aspx, você poderá efetuar sua matrícula, e o mundo da Contabilidade estará a seu alcance.

Até semana que vem!

 

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